Bela matéria na Band repercutindo o aumento de professores nos anos iniciais da Educação Infantil. Ne rede Municipal de Educação de São Paulo, o número de professores aumentou em 30% nos últimos 5 anos.
Bela matéria na Band repercutindo o aumento de professores nos anos iniciais da Educação Infantil. Ne rede Municipal de Educação de São Paulo, o número de professores aumentou em 30% nos últimos 5 anos.
Em partes, para quem tiver paciência…
Primeira Parte:
Segunda Parte:
Terceira Parte:
Quarta Parte:
Ontem cedo o prefeito liberou um aumento de 10% no repasse para as nossas creches conveniadas. Boa notícia. A preocupação desta gestão com seus funcionários, professores, diretores e parceiros conveniados não é nenhuma novidade e nos últimos anos, obtivemos conquistas expressivas. Semana passada foram divulgados os dados de expansão das redes de atendimento de creche no país. E mais uma vez saímos na frente.
Garantir o acesso das crianças de zero a três anos à educação é uma de nossas principais prioridades. É na primeira infância, afinal, o primeiro contato de uma criança com a educação. É na primeira infância que a criança descobre e aprende o movimento, os outros, o mundo… Grande parte do potencial mental do adulto é desenvolvida já nessa fase da vida e as creches não podem ser vistas somente como um local seguro para que as mães possam deixar seus filhos quando vão trabalhar. E por isso, o tema deve ser abordado de forma responsável e abrangente.
A expansão da nossa rede é um grande marco da gestão: em 5 anos, dobramos o número de crianças de zero a três anos atendidas na rede. Hoje, são mais de 120 mil crianças matriculadas nessa faixa etária. Em 2004 eram menos de 60 mil. Só em 2008, o crescimento da rede em SP foi de 38%, cerca de três vezes e meia o crescimento registrado no país. E agora, em 2009, nosso crescimento alcançou 20% (data de referência março de cada ano). Um crescimento planejado e responsável: o atendimento da rede municipal é de qualidade reconhecida, garantida pelo acompanhamento das equipes de supervisão, bem como pela oferta de orientação curricular e material de apoio. E seguindo a política de transparência da Prefeitura, a relação daqueles que ainda esperam por vaga está disponível na internet, garantindo a transparência e o cumprimento de critérios claros.
E ampliar a rede e criar novas unidades em cidades como São Paulo não é uma tarefa trivial. Nas regiões situadas em áreas de proteção ambiental, aonde muitas vezes faltam terrenos públicos e a desapropriação de terrenos privados envolve processos judiciais complexos e demorados, conseguimos ampliar nossos convênios e trazer uma solução mais imediata à boa parte da comunidade. Em outras, foi possível construir novas unidades. E em 2010, os desafios continuam e serão enfrentados. Nossa meta é zerar esta demanda até dezembro de 2012.
Mas podemos aprofundar ainda mais a discussão: também temos a questão da formação de profissionais que hoje, ainda não é suficiente para suprir a demanda de uma rede em expansão. As propostas são polêmicas: há os que sugerem a revisão da proporção de profissionais formados em pedagogia nos centros de educação infantil e também os que acreditam que a criação de cursos voltados para a formação dos que desejam trabalhar exclusivamente com crianças desta faixa etária poderia ajudar a solucionar alguns gargalos. Porém, ainda não existe um consenso.
Do ponto de vista do financiamento público, a expansão das matrículas na educação infantil também poderia ser fortemente impulsionada se o FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Educação Básica, instituído pelo Governo Federal, desse mais prioridade a esta etapa do processo educacional. Afinal, os custos das creches são reconhecidamente superiores que os de outras modalidades, uma consequência das classes menores, com no máximo doze alunos por sala, além da necessidade de equipamentos específicos para crianças em seus primeiros anos de vida. A partilha do Fundeb vai no sentido contrário, privilegiando o Ensino Médio, que conta com um repasse per capita 15,4% maior.
E para finalizar, é imprescindível lembrar que o desafio, seja em São Paulo ou em qualquer outra cidade do Brasil, não tem que ser uma preocupação única e exclusiva do Poder Público. Também cabe a nós, sociedade, fiscalizar, cobrar e participar. As empresas precisam, todas, cumprir a lei, fornecendo creche ou auxílio-creche aos funcionários. Como também podem fazer doações ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente – dedutíveis do imposto de renda – contribuindo assim para o financiamento de projetos de construção e manutenção de creches.
Vencer os desafios da Educação Infantil exige esforço, determinação e compromisso de todos: legisladores, educadores, empresas, sindicatos, universidades e governos. Quando entendermos o poder que uma grande mobilização conjunta pode ter na educação e na vida das nossas crianças, estaremos dando outro grande passo rumo à cidades mais humanas.
E posso afirmar, com tranquilidade, que na prefeitura de São Paulo, este passo é dado todos os dias.
Publiquei, há alguns dias, um post com esse mesmo título em que abordava um pouco as reticentes interpretações a que estamos sujeitos no twitter. Os 140 caracteres nem sempre nos bastam e nem sempre o pensamento se apresenta organizado em síntese … Hoje fui exemplo do que disse. Ora vejam…
Conversava mais cedo com um colega de partido sobre a Praça Roosevelt e os projetos pendentes de reforma da mesma. Era papo de colega e não que fosse segredo mas por ser público, deveria, de fato, ter me estendido e ampliado a conversa. Assim, quem me segue e acompanha poderia ter lido a frase sob uma ótica mais abrangente. E correta.
Atribuí à prefeitura a falha pela demora na reforma da praça. Correto ou não, a crítica partiu do Alexandre morador apaixonado por São Paulo, que acredita que tudo pode ser sempre melhor do que já é. E do Alexandre que hoje também é Secretário de Educação do prefeito Gilberto Kassab e que também foi sub-secretário de Governo do José Serra quando este era prefeito. Com muito orgulho.
Reticentes, hoje é domingo, falávamos entre tucanos que deveríamos ter posto este projeto pra andar mais rápido. Um desejo mas, nem sempre uma possibilidade. Estamos, poder público, também sujeitos a impossibilidades maiores e contrárias à própria vontade. Porém, também estamos, Sociedade, mais aptos do que demonstramos…
Acompanho e conheço boa parte dos desafios que enfrentam os prefeitos desta cidade. Não são poucos. São Paulo ultrapassa 11 milhões de habitantes. Isso é mais que muitos países e mais que algumas cidades somadas. São Paulo também enfrentou gestões equivocadas e viu-se obrigada a reconstruir… E hoje São Paulo se ultrapassa todos os dias. Com as novas escolas, os novos leitos nos hospitais, os novos ônibus e as novas e incessantes obras. Se São Paulo é a cidade que não pára, muito menos essa Prefeitura…
É importante lembrar que nem sempre as prioridades se encerram em ser prioridades. Há questões relativas a engenharia, patrimônio público, desapropriação, licenças ambientais… Enfim, só a vontade não basta. Estamos, gestores, dedicados a diariamente viabilizar juridica e administrativamente uma série de projetos. E não dá pra fazer tudo de uma vez… Não existe mágica…
E quando chamei meu amigo pra mudar isso comigo, não o fazia como secretário, mas como Alexandre, morador de São Paulo e parte da sua sociedade.
Porque nós, moradores, empresários, comerciantes; também podemos fazer parte. Como os padres da escola católica que adotaram três creches e dela se tornaram parceiros e administradores.
Porque nós podemos, sempre, fazer parte. A grande questão é que nem sempre estamos dispostos ou nos damos conta de que reclamar é mais fácil porém, menos efetivo.
Uma sociedade é também retrato de sua deferência ao seu país e sua cidade. Se queremos uma cidade melhor, precisamos ser também melhores. Seja ajudando a podar as roseiras da praça, ou financiando cursos melhores para nossos funcionários, ou deixando o carro em casa quando o trajeto é curto, ou participando; na escola, no centro comunitário, nos CONSEGs e mesmo nas igrejas. Participar das discussões e projetos e propostas é fazer parte.
Hoje, eu, Alexandre Schneider, escrevi em reticentes 140 caracteres, reticentes bobagens. E por elas me explico. E pronto, mudemos o assunto porque desfeito o mal entendido, temos assuntos outros para colocar em pauta. E também em prática. Uma boa noite a todos.
Reclamam os amigos que escrevo um blog “instável”. Dizem que posto e de repente sumo e então volto e exagero. Mas por não ser jornalista ou ensaísta e por ter na rotina prioridades entre as quais este blog está longe de ocupar as 10 primeiras posições, acredito que não preciso me estender muito em explicações. O fato é que hoje acordei muito cedo. Acontece, às vezes. Coisa de pai de filho pequeno…
E hoje decidi escrever um pouco sobre a Administração Pública sobre a qual tanto escrevem e falam tantos. E não em protesto às falas. Mas, se posso, como complemento.
Diariamente nos deparamos com as notícias sobre os projetos possíveis, os viáveis, os aditados, os cancelados, os atingidos e os que supostamente irão vencer ou fracassar. Diariamente nos deparamos com artigos e ensaios que propõem ou contestam as administrações. Fala-se de projetos e contratos e decisões de governo e seus erros, benefícios e consequências sem, muitas vezes, o tempo e espaço necessários para que suas abordagens tenham abrangência e alcance além do fato, em si, relatado.
Escolhi o título desse post e mesmo o seu raciocínio há alguns dias. Tinha terminado de ler o “Se o viajante numa noite de inverno” do Ítalo Calvino e no mesmo dia, escutado a gloriosa “Construção” do mestre Chico Buarque. Duas geniais brincadeiras de linguagem que me deixaram toda uma manhã arrebatado no sofá da sala… Na música, há a determinação em criar a partir de uma única estrutura e no livro, a obrigatoriedade de adaptar a criação para toda e qualquer a estrutura literária de ficção que se tem registro. E passear entre estes dois limites me obrigou a buscar um terceiro vértice para equação (fã que sou da Passagem do Dois ao Três, texto do nosso querido Antônio Cândido).
Ainda que possa parecer um pouco maluco inserir uma figura jurídica entre duas formas tão puras de arte, vou mesmo arriscar…
Para facilitar, tento aproximar o vocabulário deste das duas outras. Se fosse poema, por exemplo, um governo jamais teria uma métrica definida. Ainda que todos os procedimentos administrativos existentes sejam sempre os mesmos e conduzidos da mesma forma – obedecem a legislação – os meandros administrativos são muitos. Antes de implantadas, as políticas públicas propostas pelo executivo passam, muitas vezes, pela apreciação de sindicatos, legisladores, técnicos e especialistas da área. Em outras, chegam como resultado de estudos de ONGs e universidades em parceria com o poder público e suas esferas administrativas. Logicamente também podem acontecer por decreto e sofrer emendas como também ser resultado de uma revisão de uma simples portaria que passeava esquecida nos corredores da administração.
Vale ainda lembrar que diferentemente dos livros e músicas, nossos projetos não se encerram no fato de estarem prontos. São constamente experimentados, avaliados, auditados e auferidos. E, por consequência, adaptados e/ou ampliados e reduzidos e/ou cancelados e substituídos. Acontece muito mais, na verdade… Mas também não quero ser infinito na lógica. O fato é que um governo é concreto. E não uma interpretação psicológica. Porque não é o sentimento e a sensação que desencadeia. Um governo é o que ele propicia ao cotidiano das pessoas.
Porque o governo é o todo dia. E o dia seguinte. E o próximo. O governo é o ônibus que nos transporta, os médicos que nos atendem, os professores que nos ensinam. E os novos hospitais e as novas escolas… Porque precisamos lembrar que o governo é a construção contínua e permanente. Em um artigo publicado ontem na Folha de São Paulo, Marta Suplicy analisa supostos erros da administração atual usando a psicologia como parâmetro de análise.
Embora tenha iniciado este texto brincando um pouco com a linguagem literária, minha real aptidão para fazer uma análise da atual administração, especialmente da Educação, pasta que ocupo desde 2006, é sob a ótica administrativa. E sob esta, temos um governo de Reconstrução. Que psicanálise nenhuma pode refutar.
Publicado em Educação, Política, SME
Com a tag Administração Pública, Educação, Prefeitura de São Paulo, Rede Municipal de Educação de São Paulo